noticia do desaparecimento de MEDDIE

PJ interroga ex-mulher de Murat
2007/05/18 | 10:41
Judiciária foi a Inglaterra porque vida privada do arguido pode ser peça importante no desaparecimento de Maddie. PJ admite constituir novos arguidos em breve. Russo que foi interrogado diz que foi agredido pela polícia
Elementos da Polícia Judiciária deslocaram-se a Norfolk, Inglaterra, para interrogar a ex-mulher de Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, a menina de quatro anos que desapareceu no Algarve, noticia o Diário de Noticias.
Segundo o jornal, o casamento de Murat com a ex-mulher Dawn Chapman terminou em divórcio ao fim de onze anos «de forma misteriosa», havendo especulações na imprensa britânica sobre as causas da separação. O DN avança que a vida privada do arguido pode ser uma peça importante nesta investigação, o que justifica a deslocação da PJ ao país.
Jornalistas britânicos, citados pelo DN, contam que o casal tentou por vários anos ter um filho, o que só viria a concretizar-se em 2003, ano em que nasceu a pequena Sofia, com a mesma idade de Madeleine. Com a separação, Murat começou uma luta pela custódia da filha, que pretende trazer para Portugal.
Podem surgir novos arguidos
A Polícia Judiciária admite que poderão surgir novos arguidos neste caso. Uma das pessoas que poderão vir a ter esse estatuto é russo Sergey Malinka, que depois de uma longa inquirição no Departamento de Investigação Criminal de Portimão, saiu apenas na qualidade de testemunha do processo.
Segundo o DN, o russo terá apresentado queixa à embaixada do seu país em Lisboa, alegando ter sido «muito maltratado, com sucessivas agressões» durante a inquirição na PJ.
Malinka disse ainda que foi instado a assinar um documento em como estava envolvido no desaparecimento de Madeleine.
«Numa investigação desta natureza, não se podem descartar eventuais indícios, podendo surgir novos arguidos», afirmou entretanto ontem, em conferência de imprensa, o porta-voz nomeado pela PJ para o caso Madeleine, Olegário Sousa, quando confrontado pelos jornalistas com a eventualidade de os computadores e outro material recolhido na casa de Malinka conter provas do seu envolvimento no desaparecimento da criança britânica. O material está a ser analisado pelos peritos informáticos da polícia.
Olegário Sousa esclareceu que o informático russo, de 22 anos, amigo do único arguido neste processo, Robert Murat, «não se apresentou na Polícia Judiciária» para auxiliar as investigações.
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