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Penafiel foi o primeiro a receber a bandeira de prata da mobilidade...
Uma cidade, cada vez mais acessível a todos!

Penafiel concretizou 60 por cento das acções propostas pelo Plano de Intervenção das Acessibilidades que em 2004 apontou as principais debilidades em termos de mobilidade na cidade. Para passar à fase seguinte o município só necessitava de implementar 30 por cento das acções propostas. O sucesso obtido resultou na atribuição da bandeira de prata. O presidente da APPLA referiu que Penafiel é a cidade, por excelência, da Rede Nacional das Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos.
Refira-se que este é o resultado da primeira avaliação da implementação do plano de intervenção das acessibilidades. Na segunda avaliação deverão estar concretizadas 70 por cento das acções.
Perante estes números, Pedro Silva, presidente da Associação Portuguesa de Planeadores do Território, entidade responsável pela gestão e coordenação do projecto, afirmou que “a Câmara Municipal de Penafiel assumiu até ao extremo o planeamento contemporâneo e este município ampliou a ambição do próprio projecto”.
Recorde-se que Penafiel foi o primeiro município a aderir à Rede Nacional das Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos, sendo um dos sócios fundadores e o primeiro município a hastear a Bandeira Verde de Mobilidade para Todos.
“Penafiel avançou com um projecto-piloto e mostrou ao país que era possível desenhar uma cidade acessível a todos. Tivemos desde logo a percepção que este projecto iria ter uma dimensão que não estávamos à espera”, sublinhou aquele responsável referindo que a Rede integra, actualmente, 80 municípios e até ao final do ano deverá chegar aos 100, o que significa um terço dos municípios portugueses.
Pedro Silva terminou referindo que “Penafiel foi o talismã e será sempre a cidade, por excelência, da Rede Nacional”.
Foi também em Penafiel que foi hasteada a primeira bandeira de prata da mobilidade. O presidente da Câmara Municipal, Alberto Santos, destacou as intervenções físicas levadas a cabo no centro da cidade e as intervenções imateriais, de organização, realizadas pelo Gabinete da Mobilidade criado para integrar todas as políticas municipais e aplicar um conjunto de práticas, legislação e orientações que desenhem a cidade e o concelho à medida de todos.
“A cidade tem de ser pensada e reflectida por muitas instituições que serão agentes de mudança, nomeadamente bombeiros, GNR, GAT, APADIMP, instituições sociais, de saúde, juntas de freguesia, entre outras”, sublinhou o autarca destacando que “neste momento foi ultrapassado o perímetro definido, tendo sido adoptado um conjunto de políticas que vão para além da eliminação de barreiras e de criação de espaços para as pessoas. Alberto Santos deu como exemplo o projecto de uma casa inclusiva. Trata-se de um projecto que servirá de modelo para a resolução de casos específicos de cidadãos com deficiências motoras graves. A autarquia aproveitará uma casa para aplicar todas as orientações em termos de construção que permitam que um deficiente motor possa usufruir dos espaços sem dificuldades. O objectivo é que outros projectistas se sirvam deste modelo na construção de casas para deficientes.
Paula Teles, coordenadora nacional do projecto e responsável pelo Gabinete de Mobilidade de Penafiel, considera que “Penafiel, neste momento, é uma referência, é uma marca”. Acrescentando que a cidade está em mudança. “É notório que há mais espaço para as pessoas. Porque Penafiel tem gente e uma dinâmica muito acentuada, a política acertada será aumentar os espaços para os peões em detrimento do automóvel”. Refira-se que, nos próximos dias, arrancará o plano estratégico de mobilidade da cidade. Ficarão decididas linhas estratégicas, a nível de transportes públicos, rede viária e áreas de lazer. Incluído neste plano está ainda a acessibilidade ao edifício da Câmara Municipal e em curso encontra-se a avaliação estratégica das intervenções a realizar em frente ao edifício camarário. Brevemente estará definido o projecto de arquitectura de tratamento dos espaços da zona envolvente ao edifício das finanças e dos CTT.
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